Estrada De Caninde/Respeita Januario (Ao Vivo)

Luíz Gonzaga

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Estrada De Caninde/Respeita Januario (Ao Vivo) Luíz Gonzaga
Automovel lá nem sabe
Se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé

Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flôr
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor

Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé

Automovel lá nem sabe
Se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé

Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flôr
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor

Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé....



Só voltei em casa dezeseis anos dispois da minha ribada,
e só fugi de casa porque eu queria casa,má eu era muleco
hã violento, casá hum, mas era tocadorzinho pé de serra,
namorado como o diabo, neguinho fiota, namorei uma estudante
ai menino quando o pai da moça soube, deu uma poupa da
muléstia, hum tocadorzinho sem futuro, Luí casá hum, deixe
ele vim pra cá que eu dou-lhe uma pisa, eu sôbe no dia da
fera tomei umas lapada de cana, escorei o home na fera
o seu Raimundo o senho me chamo de molequinho sem futuro, e
o que mauis Luiz? que era um cantadorzinho de meia tigela
- e o que mais Luiz? e que eu num servia pra casa com tua
filha? - e o que mais Luíz? mintira Luíz tudo invenssão
desse povo tu no meu coração filho de Januário Santana, hã o
homi era muito vivo, eu saí dali fui, hã contá vantage no
meio dos amigo, tái disse que homi era bravo fui lá, escorei
ele no meio da fera disse-lhe o diabo, disse, (?) do fim e
ele se acovardo, nessa hora mesmo ele tá conversando com mãe
lá na fera das corda, Santana foge daqui com o Luiz, pra evitá
uma disgraça, me insulto, só bnum dei mais tapa purque é teu
filho, na mesma hora nois voltamo pra casa, cheguemo em casa
assim todo se adimiro, mas Santana nessa hora, já volto da
ferra num vendeu nem as corda, qué que houve? daí a pouco
menino foi um São João de reio, lá dentro da camarinha tá, tá
tu queria matá home, toma, toma, valente, tá tá, meu pai na porta
quando eu fugi eu fui passando perto do meu pai, meu pai nunca
me batido aproveito imendo,
Áh menino só voltei dezesseis anos depois, ninguém se lembrava
mais de mim, aí comecei especula, distante de casa assim umas
seis léguas, - boa tarde, - boa tarde voismecê tem uma aguinha
durmida aí, se arruma, lá vem o home com a caneca d'água
- águinha saloba essa daqui? - é esse pé de serra é tudo assim
povo puraqui inda dança? - nas quatro festa do ano, - tem tocado
bom puraqui?, - Só Januário véio, - Ele é bom mesmo? - Nunca
encontro quem lhe butasse a cangalha no fole de oito baixo ,
Ele tem uns filho que toca né? - é mas foro embora pro sul, num
vem aqui mais não porque num são besta, 9me chamou de besta)
daqui lá en exum é muito longe? -
é umas seis légua, - aqui pra nóis agora nesse carro aí num
dá nem quatro,
Ai eu arquitetei um plano vou chegar em casa de madrugada,
quero prega uma peça no veio Januario, ele num me conhece mais
vou prega o maio susto nele, num tenho medo não que ele tem
o coração bom ra, ra,. cheguei em casa meia noite, aquele
silencio, cachorra latiu de cá, cachorro latiu de la, cheguei
mesmo na nossa casa veia, ô de casa, ninguém, ô de casa, ninguém
Aí me lembrei do prefixo sertanejo, louvado seje nosso senho
Jesus cristo, sempre nosso senhor seja louvado, - É seu januario
si sinhô, tenho um recado pro sinho que seu filho mando o luiz
mas quando vié dai seu joão tráz um pouco de água pra eu que
eu tô com sede, ai vi o veio acende o candieiro lá dentro
ainda ouvi o tibum ,da água no copo, ai veio com o candieiro
na mão o caneco dágua na outra, marquei qual era a janela que
ele ia abri, ai eu bute minha cara memo na janela assim,
quando ele abriu tava de cara com cara ele se ancandeo no
candieiro, e disse quem é o sinho?, eu disse na cara dele
Luiz Gonzaga, seu filho, - Isso é hora do cê chega em casa
corno sem vergonha,

Quando eu voltei lá no sertão eu quis do compadre Januário
o meu fole prateado, só de baixo 120 botou preto bem juntino
(????_)


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